
Blumenau inaugurou, no fim de semana passado, o Parcão. O espaço de 1.300 metros quadrados é exclusivo para passeio com animais de estimação. Na falta de um local assim em Gaspar, muitos vão até a cidade vizinha para exercitar seus pets em parques e ruas. É o caso da dentista Luana Scheidt Duarte. Ela tem dois cães e mora em apartamento, no bairro Sete de Setembro. Quando o tempo permite, ela vai até Blumenau com os animais e aproveita espaços como os da Rua XV de novembro, no Centro, que é fechada para o trânsito aos domingos para as pessoas praticarem lazer. “Tem muita gente circulando com cães, crianças, bicicletas e a gente encontra muitos gasparenses por lá também”, conta Laura.
Ela ainda não conheceu o Parcão, mas garante que esse vai ser mais um espaço que vai aproveitar. “Eu pretendo ir já nesse fim de semana e imagino que vai ser uma experiência bem legal. Principalmente que a gente que mora em apartamento e esse tempo de chuva limita.” Em Gaspar, para exercitar os cães e evitar que eles fiquem estressados fechados no apartamento, ela solta os dois animais na garagem do prédio ou caminha com eles da rua Sete de Setembro até o morro da igreja. O trajeto é feito em mais ou menos 40 minutos, mas não costuma ser uma caminhada agradável. “A gente não tem espaço nem para pedestres. Tem trechos que não tem calçada, não dá para circular com os cães”, comenta.
Na cidade, faltam parques para lazer de animais de estimação e não há abrigo de animais ou centro de zoonoses. A Associação Gasparense de Proteção e Amparo dos Animais, a Agapa, arrecada doações para ajudar animais em situações graves, encaminhando para clínicas particulares e fazendo campanhas do adoções. Mas a associação não tem uma sede e não faz o recolhimento dos bichos. Os cães abandonados geralmente são acolhidos por uma das três casas em que os moradores fazem esse trabalho voluntário. A Prefeitura de Gaspar ajuda essas casas com o custeio das rações. De acordo com a comissão que coordenada esse auxílio, todos os meses são enviados cerca de 4 mil quilos de ração para as três casas.
Além disso, no ano passado, os machos foram castrados e a maioria dos animais tiveram microchips implantados para serem rastreados em caso de um segundo abandono. Para o diretor de Vigilância em Saúde, Luis Carlos Venske, que faz parte da comissão, a principal demanda agora é a castração das fêmeas. “Se você castra um macho é menos um animal fértil, mas se castra uma fêmea, que em cada cria tem vários animais, diminuiu bastante a população de animais que podem ser abandonados”, explica o diretor.
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