
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gaspar (Sitrug) vive um período de reorganização. Depois de 28 anos sob a presidência de Ivanilde Rampelotti, a entidade passou a ser conduzida por uma diretoria provisória, que tem como principal objetivo reestruturar o sindicato e fortalecer a relação com os agricultores.
A mudança ocorreu na metade do ano, quando foi criada uma Junta Administrativa para conduzir a entidade durante o período de transição. A composição atual tem Álvaro Fernando Pamplona como presidente, Carlos Alberto Spengler como tesoureiro e Iolanda da Silva como secretária.
Uma assembleia que aconteceu em setembro marcou para o dia 2 de dezembro a eleição da nova diretoria, que vai ficar à frente do Sitrug pelos próximos quatro anos. Até lá, a nova equipe trabalha para conhecer melhor as necessidades dos agricultores e aproximar novamente a entidade de seus associados. Para isso, estão sendo realizadas visitas e buscas por novas parcerias e serviços. “É um grande desafio, mas também é muito gratificante. Estamos recebendo muito apoio da Prefeitura, da Secretaria de Agricultura e dos associados. Essa receptividade nos dá ainda mais confiança para seguir trabalhando em prol dos agricultores”, destaca Carlos Alberto.
O presidente Álvaro Fernando afirma que sempre acreditou que poderia contribuir mais com o sindicato e viu na oportunidade de integrar a diretoria provisória uma forma de colocar esse desejo em prática. “Eu sempre acreditei que poderia fazer mais pelo sindicato. Quando surgiu a oportunidade de assumir essa diretoria provisória, entendi que era o momento de aceitar o desafio e ajudar a construir uma nova fase para a entidade”.
A intenção da equipe é fazer com que o Sitrug volte a ser uma referência para os agricultores, especialmente na defesa da agricultura familiar.
Uma das preocupações da nova administração é fazer com que os agricultores conheçam melhor os serviços oferecidos pelo sindicato. Isso porque muitos produtores não sabem de todas as maneiras que a entidade pode auxiliá-los.
Entre os serviços estão orientações e auxílio em documentos como ITR, CCIR e CAR. O sindicato também oferece benefícios na área da saúde, como o Guia Web Saúde, que possibilita descontos em consultas e procedimentos médicos.
Além de manter os serviços existentes, a diretoria provisória busca novas parcerias para ampliar as opções oferecidas aos associados. A aproximação também ocorre por meio de ações e capacitações em parceria com entidades ligadas ao setor. O Sitrug, por exemplo, já participou de atividades junto à Epagri e à Prefeitura de Gaspar voltadas à orientação dos produtores rurais. “O nosso objetivo é ouvir o agricultor. É ele quem sabe quais são as dificuldades que enfrenta no dia a dia. Estamos visitando, conversando e tentando entender o que podemos fazer para que o sindicato volte a estar cada vez mais presente na vida dessas famílias”.
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Entre os principais desafios identificados pela diretoria está a sucessão familiar no campo. Muitos agricultores estão aposentados ou próximos da aposentadoria, enquanto filhos e netos nem sempre demonstram interesse em continuar o trabalho desenvolvido pelas gerações anteriores.
A preocupação é com o futuro das propriedades e da própria agricultura familiar no município. Por isso, a nova diretoria já participou de uma capacitação em Florianópolis sobre o tema e pretende levar a discussão para dentro do sindicato, incentivando os agricultores a conversarem sobre o futuro das propriedades e sobre a permanência dos jovens no campo. “É um assunto que precisa ser mais discutido. Muitas famílias têm uma história inteira construída na agricultura, mas nem sempre existe um planejamento sobre quem vai continuar esse trabalho. Queremos trazer esse debate para os associados”, afirma Álvaro.
Outra demanda identificada pela diretoria está relacionada ao acesso a crédito para a compra de máquinas e equipamentos. A intenção é buscar informações e parcerias que possam auxiliar os agricultores também nessa área.
O Sitrug entra agora em uma nova etapa. Para a diretoria provisória, o momento é de reconstrução, aproximação e planejamento. “Sabemos que temos muito trabalho pela frente, mas estamos confiantes. O sindicato tem potencial e queremos fazer com que os agricultores voltem a enxergar a entidade como uma parceira e uma representante da agricultura familiar”, conclui Carlos.
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