
Com a situação econômica se agravando, inflação e juros elevados, impostos e tarifas subindo, cada vez mais o consumidor precisa ficar atento ao seu próprio limite orçamentário. Evitar novas dívidas, reduzir o risco de inadimplência e o superendividamento são essenciais na busca da estabilidade financeira e, inclusive, de uma melhor qualidade de vida.
Coordenador e professor do curso de Economia da Furb, de Blumenau, Sidney Silva observa que o grande problema do tema endividamento é o tamanho da dívida. ?Todos têm dívida, o fator crucial é o grau de comprometimento que ela ocupa no orçamento do cidadão ou da família?, orienta.
Sidney analisa que é necessário também equilibrar as contas fixas, como água, luz, alimentação, entre outros, com os gastos variáveis, como viagens e compras fora da realidade orçamentária. ?A pergunta que deve ser feita é: o que sobra da minha receita para eu consumir aquilo que quero? O segredo está no controle rígido das entradas e saídas de recursos. No entanto, poucos conseguem obter esse controle contra o agravamento da dívida?, destaca.
O professor complementa que não é tarefa fácil, em nível mundial, uma educação financeira adequada às famílias, e que pelo fato de no Brasil não haver nenhuma lei que cerceie o endividamento excessivo, a missão de combate à inadimplência fica ainda mais complicada. ?As compras devem ser feitas dentro da possibilidade de pagamento, afinal não temos uma lei que coíba o excesso de consumo. E temos de colocar que o descontrole orçamentário é uma das causas de estresse na vida pessoal, profissional e familiar do cidadão?, argumenta o especialista.
Dicas de economia
*Antes de comprar, pesquise o preço em outros estabelecimentos.
* Não faça nenhum empréstimo, financiamento ou crediário sem saber antes seu orçamento e o custo final.
*Um empréstimo não deve comprometer mais de 30% de sua renda líquida, pois há gastos como água, luz, telefone, condomínio, plano de saúde, escola, alimentação, transporte, medicamentos de uso contínuo, vestuário e impostos.
*Não utilize o crédito rotativo dos cartões nem o limite do cheque especial para financiar compras.
*Não vale a pena, em nenhum caso, contrair dívidas para investir, exceto no caso de empresas, que contam com linhas especiais de crédito subsidiado.
*Juro zero não existe. Promoção frequente, por exemplo, na venda de automóveis, não significa valor total igual ao preço à vista. Por exemplo, se o preço à vista for R$ 30 mil, e você tiver de pagar 20 vezes de 1.600, o total será R$ 32 mil, portanto, R$ 2 mil serão acréscimos, mesmo que a propaganda alardeie juro zero.
Edição 1671
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