Travessias do dia a dia: a situação das pontes de Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Travessias do dia a dia: a situação das pontes de Gaspar

23/06/2015

A situacão das pontes
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Pontes. Ao ouvir essa palavra, qual o primeiro pensamento que vem à sua mente? Para a comunidade de Gaspar, entre as várias palavras que surgem, a mais recorrente talvez seja problema. Após anos sofrendo com a situação da Ponte Hercílio Deeke, no Centro, que estava em péssimas condições, e mais alguns anos sofrendo com o congestionamento causado pelas obras de recuperação na mesma ponte, a palavra problema parece até pequena diante da situação. Além disso, os moradores da cidade ainda lidam com o fato de que a segunda ponte sobre o rio Itajaí-Açu de Gaspar, a Ponte do Vale, que promete ajudar a reduzir o problema do trânsito congestionado da cidade, está com as obras paradas há mais de um ano e sem previsão para ser entregue à população.

Apesar de serem as mais conhecidas do município, a Ponte Hercílio Deeke e a futura Ponte do Vale não são as únicas a apresentarem problemas e dificuldades. Pequenas pontes construídas nos bairros mais afastados ou até mesmo na região central de Gaspar também parecem não receber a atenção necessário do poder público. A equipe do Cruzeiro do Vale analisou outras cinco pontes instaladas no município e constatou que, em certos locais, a comunidade precisa conviver com a falta de manutenção e problemas na estrutura das travessias, que, em princípio, foram construídas para facilitar o deslocamento da população.

Manutenção

De acordo com o secretário de Transporte e Obras, Lovídio Bertoldi, as pontes, assim como as estradas, recebem melhorias conforme as suas necessidades. Os reparos relacionados à estrutura são feitos pela Superintendência do Belchior nas pontes localizadas nos bairros Arraial D?ouro e Belchior e pela Secretaria de Transporte e Obras nas pontes que ficam em outros bairros. Já as manutenções relacionadas à pintura e sinalização são de responsabilidade da Diretoria de Trânsito, Ditran. Além disso, segundo Lovídio, quando alguma ponte é construída ou reformada por uma empresa licitada, a empresa fica responsável durante algum tempo depois da obra pela manutenção, como é o caso da Ponte Hercílio Deeke.

Ponte Pedro Werner - bairro Lagoa
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Entre as pontes analisadas, a Pedro Werner, localizada na Estrada Geral da Lagoa, é a que está em pior condição. Além de ficar alagada em dias de chuva e quase impossibilitar a travessia a pé, a passagem está sem pintura e sinalização e apresenta buracos nas cabeceiras e acúmulo de mato na área de pedestres. Tatiana Weege Otto, 30 anos, mora no bairro há cerca de 20 anos e diariamente utiliza a ponte. Segundo ela, faz tempo que a travessia não passa por manutenção. ?Não me lembro de ter visto alguém pintando ou arrumando algo na ponte. Estamos há meses com esses buracos nas cabeceiras, que podem resultar em algum acidente, e nada de arrumarem?, ressalta.

 

Já a moradora Marli Werner, 56 anos, afirma que a construção da ponte foi uma das melhores coisas que aconteceu para a comunidade, porém destaca que algumas melhorias poderiam ser executadas. ?Talvez fazer a limpeza da ponte, que está com uma aparência um pouco suja, e melhorar a sinalização ajude um pouco?, opina. Segundo Lovídio, a ponte Pedro Werner tem sim recebido atenção da prefeitura nos últimos tempos. Recentemente, ela recebeu reforço de barro e desvios das águas nas cabeceiras. ?Quanto aos buracos nas cabeceiras, enquanto a estrada for de barro, isso vai acontecer naturalmente?, ressalta.

Ponte Colombo Salles - Av. das Comunidades
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A Ponte Colombo Salles, na saída do viaduto, na Avenida das Comunidades, também apresenta problemas. Desde fevereiro, parte do guarda-corpo da passagem, que serve para proteger principalmente ciclistas e pedestres, está quebrada. No local, há apenas faixas de alerta, o que oferece risco à comunidade. O guarda-corpo foi danificado por um caminhão, que perdeu o controle do veículo e acabou colidindo contra a proteção. Fato semelhante acontece do outro lado da ponte, onde também foi registrado um acidente ainda em 2013, que vitimou três adolescentes. Parte do guarda-corpo foi quebrada e a prefeitura não o reconstruiu, apenas colocou um guard-rail no local, uma proteção mais simples. Conforme explica o secretário de Transportes e Obras, o guarda-corpo danificado pelo caminhão deve ser refeito em breve. ?Estamos apenas aguardando a liberação do seguro do caminhão que destruiu a proteção para refazê-lo?, afirma.

Pontes do Centro*
(* Ligações das ruas Itajaí e Cel. Aristiliano Ramos e Mario Vanzuita com Dr. Nereu Ramos)
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Ambas as travessias estão em boas condições, apesar da pintura já estar desgastada. O problema é que as duas pontes possuem uma passagem lateral específica a pedestres e ciclistas feita de madeira, que apresenta em certos trechos madeiras antigas e um pouco soltas e vãos muito espaçosos. Maria Laura Schmitd, 46 anos, passa pela ponte próxima ao Clube Alvorada para praticar exercícios na rua Itajaí todas as semanas. Para ela, a passagem para pedestres já se tornou muito precária e perigosa e por isso deveria ser substituída por outra com um material mais resistente. ?Quando passamos, a passarela inteira começa a tremer e ficamos com medo. Fora isso, o espaço entre uma madeira e outra é muito grande em alguns pontos. Realmente tenho medo de passar por ali às vezes?, explica. Ainda segundo Lovídio Bertoldi, as duas pontes têm recebido manutenção constante. ?Sempre que acontece algum dano nas tábuas de madeira elas são imediatamente substituídas?, destaca. O secretário diz ainda que já foi solicitado um orçamento para que a passagem de pedestres recebesse um material mais resistente, porém a secretaria ainda não recebeu a resposta.

Ponte da rua Anselmo P. da Silva
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A pequena ponte alternativa, localizada na rua Anselmo Pascoal da Silva, na localidade São Pedro, é utilizada como uma espécie de desvio para o trânsito congestionado. Há algum tempo, a travessia passou por manutenção, onde foi melhorada a segurança e a sinalização. Apesar de ser muito estreita e dificilmente permitir que pedestres e motoristas transitem ao mesmo tempo, a passagem está em boas condições.

Ponte Hercílio Deeke 
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Em dezembro de 2013, foi finalizada a reforma da Ponte Hercílio Deeke, que durou pouco mais de dois anos. No entanto, menos de dois anos após receber melhorias, a ligação entre o Centro e a Margem Esquerda já apresenta alguns problemas. Logo na cabeceira da ponte uma fissura começa a se abrir no asfalto. Além disso, uma parte da mureta que separa a pista do passeio destinado a pedestres está quebrada. Quanto aos problemas apresentados na Ponte Hercílio Deeke, o secretário de Obras informou apenas que a empresa que realizou a reforma já foi notificada sobre a fissura apresentada em um trecho da pista, mas que ainda não se manifestou.

Ponte do Vale
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Com a obra parada desde março de 2014, a Ponte do Vale ainda não tem data para ser finalizada. O maior problema está na liberação de recursos que garantam a continuidade dos trabalhos. A nova previsão é de que as obras reiniciem em julho, segundo o prefeito Pedro Celso Zuchi. A construção da ponte iniciou em 2012 e até agora foram executados cerca de 80% da obra.

Edição: 1698 

Comentários

Antonio
23/06/2015 18:58
Cidade está jogado às traças....
Puxa vida, será que esse prefeito não vai tomar providencias?
Luiz Alberto
23/06/2015 16:59
Interessante a reportagem sobre a situação em que se encontram as pontes de Gaspar. Quanto á ponte Hercílio Deeke no centro, não foi mencionado a quantidade de veículos pesados que por ali estão passando, dá-se a impressão que está liberado para qualquer quantidade, talvez logo teremos maiores transtornos dos que foram verificados na reportagem.

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