Um vídeo em que o morador do bairro Sete de Setembro, Willian Douglas Gonçalves Camargo, 25 anos, aguarda para ser atendido no pronto-atendimento do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro repercutiu nas redes sociais na última semana. Entre o dia 11 de junho, quando o vídeo foi postado, até a tarde de terça-feira, dia 16, já haviam sido registradas 27.871 visualizações.
A esposa de Willian, Cristiane Reis, conta que na quarta-feira, dia 3 de junho, o marido estava se sentindo mal, com sintomas de gripe. Ele foi ao hospital e foi medicado normalmente. Na manhã da quinta-feira seguinte, dia 11, Willian já se queixava de sintomas mais graves, como falta de ar, febre, tontura e pontadas no peito. Cristiane, então, foi até a policlínica, que fica perto de sua casa, mas ouviu que ele deveria se dirigir ao hospital. Como o atendimento teria demorado das 7h às 10h, aproximadamente, segundo o casal, e Willian não apresentava febre, por conta dos medicamentos, os dois retornaram para casa. No entanto, por volta das 19h, quando os sintomas voltaram a ficar fortes, eles retoram ao hospital para buscar atendimento.
A gravação
Assista ao vídeo: CLIQUE AQUI (É necessário ter acesso ao Facebook).
Foi nesse momento que outra paciente registrou os gritos de Willian, que se queixava de dores e tremores no corpo. ?Fiquei muito nervosa, chorei, parecia um caso grave e não sabíamos se ele seria chamado ou não?, conta a esposa Cristiane. ?Como o caso já estava mais greve e os pacientes começaram a pressionar para me chamar, eles acabaram me levando para dentro, mas isso só aconteceu depois de muitas idas e vindas e de os sintomas se agravarem?, ressalta.
Segundo a esposa, após ser chamado para a consulta, Willian foi observado, recebeu uma nova relação de medicamentos e foi liberado perto das 22h.
Contraponto
Procurada pela reportagem do Cruzeiro do Vale, a administração do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro emitiu uma nota de esclarecimento sobre o caso de Willian. No texto, a instituição afirma que no dia em questão foram atendidos 96 pacientes no pronto-atendimento e que, no horário em que o paciente chegou ao hospital, estavam sendo atendidos casos de emergência, fato pelo qual o acolhimento estava lento. Ainda segundo o texto, quando as reações do paciente foram identificadas, às 19h30, meia hora após a chegada do casal no PA, os enfermeiros levaram o paciente para atendimento e, após medicação e observação, ele foi liberado às 20h46.
?O Hospital não se manifestará quanto à reação do paciente em relação aos sintomas, mas é necessário mencionar que mesmo após o atendimento identificou-se que o paciente não apresentava quadro clínico que revelasse a necessidade de prioridade no atendimento em relação aos demais pacientes que estavam sendo atendidos no momento?, continua a nota, que encerra: ?considerando que não houve quebra em protocolo de atendimento, não se pode permitir que tal fato seja usado para questionar a integridade de toda uma instituição que atende por mês mais de 3 mil pessoas?.
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