Uma ex-estagiária de Direito do Fórum do Norte da Ilha, em Florianópolis, foi condenada a seis anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de embaraço à investigação. Isso porque ela repassou informações para uma organização criminosa e comprometeu a Operação Tio Patinhas II, que tramitava sob sigilo na Comarca de Palhoça.
Conforme as investigações, a estagiária utilizou seu acesso funcional ao sistema Eproc para consultar reiteradamente os autos sigilosos da investigação, obtendo informações importantes, como nomes dos investigados, locais e datas dos mandados de busca e apreensão. Em um único domingo, ela realizou 25 consultas de sua própria residência.
A estagiária repassou as informações ao companheiro, integrante da facção, que as enviou aos demais membros do grupo criminoso. O vazamento dos dados prejudicou a operação e cerca de 90% dos alvos não foram encontrados nos endereços monitorados, apesar da mobilização de mais de 400 policiais civis.
Além dela, o companheiro e outro integrante da facção foram condenados a 10 anos e 10 meses de prisão cada. Outra mulher, que também ajudou a repassar as informações, foi condenada a cinco anos de prisão.
A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital vai recorrer da sentença para buscar a revisão das penas, consideradas inferiores à gravidade da conduta criminosa.
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