
Nesta quarta-feira, dia 19 de agosto, foi realizada a audiência de instrução e julgamento de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, acusada de fingir ter 12 anos para enganar uma família de Joinville. Durante a sessão, a Justiça ouviu o casal que acolheu Amanda como uma espécie de filha adotiva, além de testemunhas, profissionais que participaram de avaliações e a própria ré. Ao final, o magistrado informou que a sentença deverá ser proferida em até cinco dias.
Amanda é acusada de estelionato e falsa identidade em um processo que tramita sob sigilo. De acordo com a investigação, ela viveu durante 14 meses na casa das vítimas se passando por uma criança. Nesse período, recebeu um quarto com decoração e brinquedos infantis e chegou a ganhar medicamento para emagrecer. A farsa foi descoberta em 2 de junho, quando a mulher foi presa na residência da família. Uma semana depois, em 9 de junho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e tornou Amanda ré.
Na audiência desta semana, foram ouvidos o homem e a mulher que acolheram Amanda, o filho do casal e um policial civil. A defesa também apresentou como assistentes técnicos um psiquiatra e uma psicóloga. Amanda foi interrogada na sequência. Encerrados os depoimentos, o MPSC apresentou as alegações finais e pediu a condenação da ré, enquanto os advogados solicitaram a absolvição. Além da sentença, a Justiça deverá analisar um pedido de liberdade apresentado pela defesa.
O caso ganhou ainda maior dimensão durante as investigações. Em depoimento, Amanda confessou ter aplicado golpes semelhantes em Curitiba, no Paraná; Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro; e também nos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Ela passou ainda por exame de sanidade mental na Polícia Científica e por outra avaliação realizada por profissionais escolhidos pela defesa. Segundo o advogado Lúcio Sousa, os dois laudos chegaram a conclusões diferentes. Os diagnósticos não foram divulgados devido ao sigilo do processo.
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