
Cobertores, sacolas com roupas, caixas de papelão e um ser humano. Quem passa pela rua Itajaí, no bairro Sete de Setembro, percebe que um dos pontos de ônibus da via está sendo utilizado para outro fim: moradia. Há aproximadamente dois meses, um homem vive naquele lugar, em condições precárias e sem qualquer expectativa de um futuro melhor.
Luiz Radavelli é proprietário da Radavelli Comércio de Cereias, empresa que fica atrás do ponto de ônibus em questão. Ele conta que o rapaz usa o ponto de ônibus apenas para dormir. “Todo dia é a mesma rotina: ele sai dali pela manhã, segue em direção ao Centro, e volta no fim da tarde. Ele não incomoda, mas nos preocupamos com o bem-estar dele, pois é um ser humano sem estrutura básica alguma”. Luiz afirma que já conversou com o morador de rua para entender como ele foi parar nesta situação e também para tentar ajudá-lo. “Ele me disse que teve problemas em casa, com a esposa. Decidiu sair e deixar a família. Pelo que sei, ele não pretende voltar para onde morava”, completa o empresário.
O Secretário de Assistência Social, Ernesto Hostin, afirma que o morador de rua procurou pelo apoio da prefeitura na quarta-feira, 6 de setembro, quando foi prontamente atendido. “Cadastramos ele e agora vamos acompanhar para tentar reinseri-lo no convívio familiar. Caso o rapaz tenha problema com drogas, vamos realizar um diagnóstico e ver qual a melhor forma de trata-lo”.
Ainda segundo Ernesto, esta não é a primeira vez que o homem escolhe a rua como morador. De acordo com o secretário, ele já foi recebido pela Assistência Social em outra ocasião, quando aceitou voltar para casa. “É a segunda vez que ele passa por isso. Estamos preocupados com os transtornos que ele venha a vivenciar novamente. Por esse motivo, vamos prestar todo o apoio”.
Sobre a retirado do homem do ponto de ônibus, Ernesto afirma que ainda não será possível fazê-lo desocupar o local. “Ele precisa de um lugar digno para viver, assim como o ponto deve ser utilizado da forma correta, apenas como abrigo a quem espera os ônibus. Porém, ainda não temos para onde levar o rapaz”, afirma.

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