Estudantes da Vitório Anacleto Cardoso estudam diversidade cultural e religiosa - Jornal Cruzeiro do Vale

Estudantes da Vitório Anacleto Cardoso estudam diversidade cultural e religiosa

25/10/2017

A cultura e a religião se tornaram pauta entre os alunos do oitavo ano da Escola Vitório Anacleto Cardoso nesse semestre. Isso porque a professora de Ensino Religioso, Eloisa Maria Crespi Cardozo, destacou em suas aulas a importância de entender e respeitar a diversidade. Para apresentar os resultados de tantas aprendizagens, as turmas se reuniram na manhã desta terça-feira, 24 de outubro, no pátio do educandário, onde aconteceu uma exposição de maquetes e apresentação da melhor redação, com uma participação bastante especial.

De acordo com a professora idealizadora do projeto, a ideia do projeto surgiu da curiosidade dos estudantes. “Muitos me perguntavam o porquê de algumas famílias não comemorarem a Páscoa ou o Natal, por exemplo. Então eu expliquei em minhas aulas que existem outras religiões além da católica e que as crenças variam muito. Também quis enfatizar que essas diferenças são comuns e devem ser respeitadas”, conta.

Segundo Eloisa, para aproximar essa realidade ao convívio dos estudantes, foram realizados alguns passeios. “Percebi, durante minhas explicações, que surgiram dúvidas sobre o que acontece com as pessoas depois da morte, justamente pela diversidade de crenças. Para tornar o assunto menos pesado e também mais fácil de ser discutido, levei os jovens para conhecer alguns cemitérios da região”.

Para finalizar o projeto com chave de ouro, representantes do Crematório Vaticano, uma das empresas visitadas, estiveram na escola. Para Sérgio Lascane, gerente do crematório, trabalhos como esse tendem a acabar com a intolerância religiosa e promover o amor ao próximo. “É extremamente importante discutir esse assunto com os jovens, que são o nosso futuro. No nosso crematório, estamos preparados para atender todas as religiões no que diz respeito às cerimônias”.

A aluna Mariana Eli Vanzuita, de 14 anos, conta que conhecer a diversidade e ir além dos muros da escola foi uma experiência muito positiva. “Cada um segue seus rituais e todos devem ser respeitados. A diversidade une as pessoas e é disso que precisamos. Com certeza nos tornamos pessoas melhores depois dessas aulas e passeios”.

O estudante Samuel de Souza, também com 14 anos, fala sobre a participação da professora. “Ela nos incentivou a pesquisar sobre o assunto, sempre ir atrás de informações que acrescentem em nossas vidas e também procurar respeitar todas as pessoas, mesmo que a religião, cultura ou qualquer outra característica seja diferente”.

 

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Edição 1824
 
 

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