
Por Geraldo Genovez
O nome é conhecido por toda cidade, a competência reconhecida em todo canto. Quem nunca ouviu falar no famoso ‘Fachini dos Correios’? Esta semana foi de muitas mudanças e emoções para o gasparense, que deu suas últimas contribuições à empresa na segunda-feira, 10 de abril. Na data, Aloísio Fachini foi homenageado pelos colegas de trabalho que tanto o admiram e torcem pelo seu sucesso e, com a sensação de dever cumprido, fechou um ciclo de exatamente 36 anos, seis meses e 24 dias de trabalho nos Correios de Gaspar. Uma história que agora guarda no coração com muito carinho.
Fachini conta que sua história nos Correios começou em 1980, quando passou em um concurso público para trabalhar como carteiro. No dia 17 de setembro daquele ano, com 20 anos de idade, ele entregou as suas primeiras cartas na cidade. “Eu trabalhava na Linhas Círculo naquela época. Ao sair do serviço, passei em frente à antiga Papelaria Sombrinha, no Centro, onde tinha um cartaz com informações do concurso. Me interessei, fiz a inscrição, passei na prova e fui chamado”, conta Fachini, que já tinha trabalhado como estafeta no banco Bradesco, onde distribuía duplicatas e extratos pela cidade.
Apesar da experiência na área das entregas, Fachini contou com os conselhos e apoio de um grande profissional, Luiz Antônio da Cruz, outro carteiro do município. “Ele me ensinou como funcionava a empresa e a entrega de correspondências. Naquela época, só no Centro eram entregues as cartas diariamente. Nos demais bairros a gente ia uma ou duas vezes por semana. Éramos apenas dois para dar conta de toda a cidade. Só mais tarde que Gaspar ganhou outros profissionais na área”, lembra.
Fachini revela que não imaginava que faria história nos Correios. “Inicialmente, a minha intenção não era ficar tanto tempo, mas peguei amor ao meu serviço. Sempre gostei de estar ali e fazer o que eu fazia, mesmo com as mudanças na equipe e também na estrutura da empresa. Em 1984 fui aprovado em um concurso interno e passei a fazer o atendimento ao público. Percebi que o meu lugar era lá”.
Desta jornada, Fachini relembra alguns momentos marcantes. “Recordo de quando os Correios prestaram serviços para o INSS, na década de 1990. Nós fazíamos a aposentadoria de trabalhadores do meio rural e resolvíamos as questões referentes ao auxílio doença e maternidade no caso das mulheres agricultoras. Foi bem puxado agregar mais essa responsabilidade, mas gratificante ao mesmo tempo”. Segundo ele, é fácil selecionar acontecimentos agradáveis em um ambiente de trabalho tão acolhedor e cheio de colegas especiais.
Fachini começou seu trabalho nos Correios como carteiro e, no seu último dia de trabalho, era trabalhava no atendimento interno da agência. Porém, para relembrar toda a sua trajetória e fechar esse ciclo com chave de ouro, em seu último dia de trabalho Fachini resolveu relembrar o início da sua trajetória. Na segunda-feira, ele colocou algumas cartas debaixo do braço e, andando pela rua Coronel Aristiliano Ramos, fez suas últimas entregas de cartas. E depois que os moradores e comerciantes da região central receberam suas correspondências, Fachini se despediu da equipe para aproveitar ao máximo sua nova etapa. “Vou cuidar do meu sítio e passar mais tempo com a minha esposa, filhos e netas”.
Apesar da saída dos Correios, Fachini pretende continuar na ativa, ajudando seu filho a administrar a agropecuária da família. Ele ainda quer dedicar o tempo a ter uma participação ainda maior nas celebrações religiosas da comunidade Bom Jesus. “Eu não quero ficar parado. É bom trabalhar e estar sempre em movimento. Mas, chegou a minha vez de levar a vida com mais leveza e menos preocupações”.
Natural de Gaspar, Aloísio Fachini nasceu em 10 de setembro de 1960. Ele é filho de Pedro Fachini e Dorvalina Fachini, personalidades também queridas por toda cidade. Iniciou no mercado de trabalho como estafeta no banco Bradesco. Posteriormente, começou a trabalhar na empresa Linhas Circulo e, por último, entrou para a equipe de funcionários da agência dos Correios de Gaspar, se tornando o segundo carteiro a atuar na cidade naquele ano, além de ser o profissional com mais tempo de serviço. É casado com Maria Isabel Fachini, pai de Graziela e Odilon, e tem duas netinhas, Nicole e Pérola.

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