
Segunda-feira, 5 de junho. Um caminhão estacionou em frente à residência de Celso do Prado e Maria Chaves, na rua Rio do Sul, na localidade das Águas Negras, no bairro Figueira, em Gaspar. Por volta das 15h, uma força tarefa entre vizinhos foi montada para salvar os móveis da família, que teve a residência atingida pelos alagamentos na cidade. Dentro do caminhão foram colocados a geladeira, colchões, armários e também equipamentos eletrônicos. O destino foi a casa de uma prima, no bairro Gasparinho.
A casa de número 163 fica no fim da rua e, na lateral de uma vala, tem história para contar. Ela foi doada pelos institutos Guga Kueten e Ressoar em 2009 para Maurina Angélica do Prado, aluna da Apae e filha de Celso e Maria. Desde então, problemas nos arredores têm incomodado. “Incontáveis. Perdemos as contas de quantas vezes tivemos que levantar acampamento e procurar por um lugar para ficar durante as chuvas fortes, que rapidamente entopem a vala e alagam nossa casinha. Cansa, desgasta e dá medo”, conta Celso, sobre a frequência com que enfrentam os alagamentos.
Para Maria Chaves, o ideal seria que o Executivo providenciasse a limpeza da vala. “Sempre que chove, enche. Mas o perigo é quando o aguaceiro demora a passar. Chega a entrar em casa e destrói nossos móveis, que já estão tortos de tanto enfrentar tanta água e ficar indo pra lá e pra cá. Uma atençãozinha da prefeitura aqui no nosso canto seria bom”, relata a moradora.
A rua Rio do Sul esta na lista divulgada pela Defesa Civil de Gaspar sobre as regiões propensas ao alagamento, com base nas últimas enchentes. No mesmo terreno, a casa de outro filho do casal foi atingida. Todos os móveis foram levantados, mas parte deles não será retirado, por não haver mais espaço na casa de parentes e amigos.
A reportagem do Cruzeiro do Vale foi às ruas para averiguar a situação da cidade. Lagoas e ribeirões cheios, arrozeiras transbordando, ruas alagadas. Assim como na rua Rio do Sul, outras localidades sofrem com os alagamentos causados pela chuva. Na rua Paula Poffo, no bairro Santa Terezinha, algumas famílias ficaram ilhadas, porém não tiveram suas casas invadidas pela água.
No outro caso, na rua Hedwiges Theiss, no bairro Gasparinho Quadro, a passagem está bloqueada devido ao alagamento, que atravessa a via.

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