
Gilmar César de Lima, de 22 anos, foi conduzido ao Presídio Regional de Blumenau ao meio dia desta sexta-feira, dia 12 de janeiro. Ele é o assassino do indígena Marcondes Namblá, que morreu na noite do Ano Novo na cidade de Penha, no litoral de Santa Catarina, após ser espancado.
O criminoso foi pego em Gaspar na manhã desta sexta, quando estava escondido na casa de familiares. Ele é natural de Gaspar, morava em Penha e estava na Cidade Coração do Vale desde o crime.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Penha, em parceria com a delegacia e a Polícia Militar de Gaspar, após 11 dias de buscas. Gilmar prestou depoimento em Gaspar e, após os procedimentos legais, foi levado ao presídio.
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Gilmar César de Lima, de 22 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 12 de janeiro, em Gaspar. Ele é acusado de espancar até a morte o indígena Marcondes Namblá na madrugada de 1º de janeiro, na cidade de Penha. O assassino foi localizado em Gaspar, na casa da família, e confessou o crime.
O criminoso é natural de Gaspar mas, atualmente, morava em Penha. Após o crime, ele fugiu da cidade em que estava morando e se escondeu na casa da família. No momento da prisão, ele afirmou que matou o indígena após uma discussão envolvendo seu cachorro.
O indígena Marcondes Namblá, de 38 anos, foi morto de forma brutal na madrugada do dia 1º de janeiro. Ele foi espancado em Penha, no litoral de Santa Catarina. Após poucos dias de investigação, a polícia chegou ao nome de um suspeito pelo crime: Gilmar César de Lima, de 22 ano, natural de Gaspar.
O mandado de prisão foi expedido contra o suspeito na quinta-feira, dia 4 de janeiro. O criminoso já possuía mandado de prisão preventiva por outro homicídio.
Imagens de uma câmera de segurança próxima ao local onde o crime aconteceu mostram Namblá sendo espancado por um homem que utilizava um pedaço de madeira. A agressão teve início após vítima e agressor trocarem poucas palavras. O indígena foi atingido na cabeça, caiu e o agressor foi embora. Quando estava afastado, porém, Gilmar percebeu que Namblá continuava se mexendo. Então ele voltou e continuou a espancar a vítima.
Namblá foi encontrado desacordado ainda na madrugada do Ano Novo. Ele estava caído na Avenida Eugênio Krause, no bairro Armação, em Penha. Ele foi levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Segundo o delegado Douglas Teixeira Barroco, a polícia chegou ao nome de Gilmar através de depoimentos de testemunhas e das imagens da câmera de segurança. Informações preliminares dão conta de que Namblá teria mexido com o cachorro de Gilmar e que, por isso, o criminoso teria espancado a vítima.
Marcondes Namblá, de 38 anos, morava em uma aldeia na cidade de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Ele estava em Penha há poucos dias e veio para o litoral para vender picolés e complementar a renda da família.
Era professor formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ensinava crianças de tribos indígenas na mesma escola onde aprendeu a ler. No ano passado, tornou-se juiz das terras indígenas. Seu próximo objetivo era fazer mestrado. Ele era do povo Laklãno-Xolleng, da Terra Indígena Laklãno. Deixa a esposa e cinco filhos.

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