
O corpo da gasparense Cristina Miranda Schmitt, de 59 anos, foi velado na Capela Santo Agostinho, no bairro Macuco, em Gaspar, e sepultado no Cemitério do Barracão às 16h30 de segunda-feira, 1º de maio. Cristina morreu na madrugada de domingo, 30 de abril, por asfixia, durante um incêndio de grandes proporções no Hotel Rech, em Braço do Norte, Santa Catarina.
Lembre o caso
Cristina e o marido, Dionísio Schmitt, saíram de casa no sábado, 29 de abril, para ir à cidade de Braço do Norte, em Santa Catarina, visitar um seminarista. Esta foi a segunda vez que eles realizaram a viagem com o mesmo objetivo. Na madrugada de domingo, porém, uma tragédia fez com que a viagem fosse interrompida de forma trágica. Por volta das 2h30, o hotel em que o casal estava hospedado pegou fogo e Cristina morreu por asfixia, por conta da grande quantidade de fumaça.
Segundo informações, as chamas iniciaram no térreo, onde estava localizada uma lanchonete, e a fumaça logo se alastrou para os demais andares do Hotel Rech, que fica no Centro de Braço do Norte, ao lado da Igreja Matriz. Cristina e Dionísio dormiam no primeiro andar e ela faleceu ainda no local do acidente. Dionísio chegou a ser internado devido ao fato de ter inalado muita fumaça, mas passa bem.
Outras vítimas
Além da gasparense Cristina Miranda Schmitt, o incêndio no Hotel Rech, em Braço do Norte, fez outras duas vítimas fatais: Yasmin Streger, de 13 anos, que estava viajando com os pais; e o professor Alexandre Frontino, de 29 anos, que era natural de São Ludgero. Todos morreram por asfixia.
Como as chamas iniciaram no térreo do local e danificaram a única porta de saída, os hóspedes e funcionários do local não tiveram como fugir. Alguns chegaram a pular da janela para se salvar, como é o caso de Anderson Vitória. Ele estava hospedado no primeiro andar do hotel e conta que pouco antes do incêndio iniciar ele assistia televisão e faltou luz. Em seguida, tentou dormir, mas acordou com o cheiro de fumaça e saiu para o corredor do prédio. No caminho, Anderson encontrou um homem e o puxou para que pulassem juntos a janela. Eles se deslocaram até a marquise e desceram por uma árvore. “Era a única saída, porque a escada estava tomada. Só tinha a escada fora do bar, mas tinha uma parede de madeira, então era a mesma coisa que não ter nada, porque estava pegando foto. O único jeito foi pular”.
A estrutura do prédio ficou totalmente danificada após o incêndio e a perícia realizada pelo Corpo de Bombeiros vai confirmar a verdadeira causa do início das chamas. O resultado deve sair em 30 dias.
A gasparense
Cristina Miranda Schmitt tinha 59 anos e morava no bairro Macuco, nas proximidades da Capela Santo Agostinho, em Gaspar. Era muito atuante na comunidade e querida por todos. Foi casada com Dionísio Schmitt, com quem teve três filhas: Josiane, Aline e Letícia.

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).