
Sexta-feira, 28 de abril. Uma greve se instala por todo o país durante o dia e, em Gaspar, a movimentação de quem aderiu ao protesto contra a Reforma da Previdência Social acontece na Praça Getúlio Vargas e reúne grande número de trabalhadores. No período da manhã e da tarde, os participantes vão distribuir materiais informativos em alguns pontos do município. A comunidade que passa pelo local ainda poderá esclarecer dúvidas sobre o assunto. Nas ruas, o povo se defende: “Estamos trabalhando, desta vez na conscientização”.
Para Lucimara Rozanski Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Gaspar, Sintraspug, a principal reivindicação é defender os direitos do trabalhador. “Declaramos que somos contra a reforma que está no congresso e que paira sobre uma situação agravante dos nossos direitos, não só do serviço público, mas também todos os demais setores da economia do nosso país. Estar aqui expressando a nossa insatisfação é um direito constitucional”, destaca. Ela ainda leu uma carta elaborada pela assessoria jurídica do Sintraspug, sobre o tema.
Rosana Quintino Pereira, presidente do Sindicato do Vestuário de Gaspar e Ilhota, também aderiu ao protesto. “Viemos representar os trabalhadores do setor vestuário. Sabemos que muitos não puderam sair porque seriam descontados, mas se pudessem, estariam aqui lutando pelos mesmos direitos. Não podemos perder mais, nem ficar a mercê do que é assinado lá [Congresso]. Não somos baderneiros e acordamos cedo para fazer essa mobilização para resgatar o que é nosso”.

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