O taxista Anderson Roberto Teixeira, de 33 anos, passou momentos de terror na noite de quarta-feira, dia 27 de setembro. Por volta das 20h30, quando estava em casa, ele recebeu uma mensagem pelo WatsApp solicitando uma corrida. Roberto Teixeira, pai de Anderson, também trabalha como taxista e orientou que o filho não atendesse ao chamado por não conhecer os clientes. Anderson, porém, resolveu que deveria atender o pedido dos supostos clientes, que era pegá-los em frente ao Clube Atlético Tupi e deixá-los no Fazzenda Park Hotel.
Chegando ao ponto de encontro dos passageiros, um jovem entrou no táxi e sentou no banco da frente. Em seguida, outro homem entrou e sentou no banco traseiro. Ele estava encapuzado, anunciou o assalto e ordenou que Anderson seguisse pelo bairro Gaspar Mirim.
Em determinado momento do caminho, o taxista parou e saltou de dentro do carro. Ele e os bandidos entraram em luta corporal e Anderson conseguiu imobilizar um dos criminosos, jogando-o para cima do comparsa. O refém aproveitou a oportunidade para jogar a chave do carro no mato e sair correndo a procura de socorro.
De longe, os bandidos dispararam contra Anderson. Ele foi atingido por dois disparos e as balas acertaram o quadril e o fêmur. Ele pediu ajuda em uma cancha de bocha e populares acionaram a Polícia Militar.
Os bandidos fugiram a pé levando dois celulares, uma máquina de cartão, a carteira com todos os documentos e cartões de Anderson e R$200 em dinheiro. A polícia fez rondas mas não localizou os criminosos.
Segundo Roberto, pai de Anderson, o filho está internado no Hospital de Gaspar e vai se submeter a uma cirurgia para a retirada dos projeteis. Ele não corre risco.
Pai e filho trabalham em um ponto de táxi no bairro Bela Vista, em Gaspar, nas proximidades do Bela Vista Country Club. Anderson está na profissão há cerca de cinco anos e o pai atua na área a mais de 20 anos.

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