
Desde 21 de dezembro de 2017, quem passa pelo Terminal Rodoviário Urbano de Gaspar percebe que a lanchonete instalada no local está fechada. Isso porque a Apae de Gaspar, que há aproximadamente 13 anos cuidava do estabelecimento, pôs fim na concessão gratuita que tinha com a prefeitura.
Aqueles que utilizam as linhas municipais, intermunicipais ou até mesmo viajam com os ônibus interestaduais, se deparam com o termo de devolução do espaço colado na parede da lanchonete. No papel, a entidade afirma: “por não interessar mais ao Cessionário [Apae] o uso desta área destinada aos serviços de lanchonete, o mesmo devolve ao Cedente [prefeitura] a concessão para poder destinar a outros interessados que assim desejar”.
A decisão foi tomada pela diretoria da Apae, conforme explica o presidente, Rogério de Andrade. “Com o tempo, o número de passageiros e pessoas que frequentam o terminal acabou diminuindo bastante. Chegou um momento em que não era mais viável financeiramente manter a lanchonete, tendo em vista que havia dois funcionários trabalhando no local. Nós devolvemos o espaço pois, de fato, estávamos no prejuízo”, afirma Rogério.
A equipe do Cruzeiro do Vale entrou em contato com o vice-prefeito, Luis Carlos Spengler Filho, que falou sobre o futuro do espaço. “Estamos vendo, dentro da legalidade, se há alguém interessado em utilizar aquele local. Estudamos a possibilidade de uma nova concessão. Mas, como se passaram muitos anos, temos que avaliar com cautela essa questão”. Se legalmente não for possível conceder o espaço gratuitamente, prefeitura vai abrir uma licitação. “Entendemos que dezenas de estudantes e trabalhadores passam pelo terminal e, na correria, acabam precisando se alimentar por ali. Por conta disso, está nos nossos planos abrir a lanchonete de novo. Caso seja necessário, a licitação vai nos dizer qual empresa está apta a tocar o negócio”.
Há cerca de dois anos, a reportagem do Cruzeiro do Vale foi até o Terminal Rodoviário Urbano de Gaspar para avaliar a situação do local. Na época, quem utilizava o transporte público apontavam muitos problemas, como vazamentos nos banheiros, falta de materiais de limpeza, grades de segurança enferrujadas, pintura atrasada, infestação de aranhas, bebedouros estragados, falta de bancos adequados e pisos quebrados. Dentre as questões levantadas, falta resolver apenas a questão da ferrugem nas grades e os azulejos quebrados.

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